13
Mar 08

Quando menos esperamos as pessoas que mais amamos, acabam por nos desiludir, acabam por mostrar que afinal a amizade que sentiam por nós não era nada de especial, nada pela qual elas lutassem para que nunca acabasse. Mais tarde quando olham para trás, vem que afinal aquela amizade era tudo que elas tinham na vida, tudo que as fazia sorrir, tudo que as consolava… era simplesmente a amizade de duas pessoas que se uniram e foram separadas por uma parvoíce… Mas afinal que amizade era esta? Será que era especial de mais? Será que as duas pessoas não podem ter vida, para além dessa amizade? A resposta é sim. Todos temos o direito de nos divertirmos com outras pessoas para além dos nossos melhores amigos. Mas será que podemos abandonar uma pessoa que sempre nos apoiou, que sempre teve ao nosso lado, que nos consolou nas horas menos boas, que nos apoiou, perante o gozo de outras pessoas? … Mais tarde, o que acontece? Essa pessoa abandona-nos, e “troca-nos” por aquelas pessoas que tanto a desiludiu. Então nós pensamos, será que valeu mesmo a pena o esforço para o fazer sorrir, quando ele, á primeira oportunidade, nos abandona? Valeu a pena, sim. Porque mais tarde ele vai lembrar-se: “Abandonei a minha melhor amiga, fui egoísta, esqueci-me que há vida para além dos meus novos colegas, esqueci-me daqueles que estiveram sempre lá, para me apoiar, e agora que eu queria estar com ela já não é possível, ela já arranjou outro melhor amigo, quem está sozinho agora sou eu…porque abandonei a minha melhor amiga, por causa de colegas, que por acaso agora não me dizem nada…estou arrependido” Aí tu vais perceber o quanto ele se arrependeu, o quanto ele lamenta ter-te abandonado, o quanto ele te ama… Ele vai perceber que tu nunca te esqueceste dele, das aventuras dele, das maluquices, e vai dizer: “Afinal ela sempre foi minha amiga”

Quando uma amizade é verdadeira, de ambas as partes, nunca acaba, por isso não te preocupes a nossa amizade nunca acabará. Acredito que isto seja apenas uma fase má.


Dos teus olhos, quero 1 olhar,

Dos teus lábios, 1 sorriso,

Dos teus braços, 1 abraço,

Das tuas mãos, 1 carinho,

Do teu coração, 1 lugar para mim,

De ti, 1 amor sincero,

Da tua boca, apenas 1 palavra: Amo-te, mas tu não me amas por isso fico-me pelos quereres.


Amor esquecido, mas guardado no meu coração,

Amor sincero, mas muito rebelde,

Amor escondido, mas que dá muito nas vistas,

Amor poderoso, mas que também tem os seus momentos de fraqueza,

Amor não correspondido, mas que não morre,

Afinal, que amor é este?

Um amor alimentado por olhares, breves olhares, mas que no entanto conseguem durar, nunca morrendo, ficando sempre no meu coração, para nos dias em que não houver nenhum olhar para recordar, lembrar-me daquele…

Que amor é este que tenho que alimentar com olhares?

Sempre me ensinaram a seguir o coração, será por isso que ainda não consegui esquecer-te? Porque toma ele tantas decisões que me magoam, e me fazem chorar? Será por viver no escuro de um amor não correspondido?



11
Mar 08
Autor: Agatha Christie Editora: ASA Título da obra: “A morte de Lorde Edgware" Este livro conta-nos a história de uma assassinato a uma das personagens principais, Lorde Edgware. Á medida que a história se vai desenvolvendo, são encontrados possíveis suspeitos, tais como: a sua mulher, a sua filha, o seu sobrinho, a sua empregada, e muitas mais personagens. Como Jane Wilkinson, mulher de Lorde Edgware, consegue arranjar muitos álibis, que provam que ela esteve á hora do crime num jantar muito importante, é desde logo posta de lado, a ideia de ter sido ela a matar o marido. Mais tarde, Poirot, o investigador do caso, junta todas as peças do puzzle, descobrindo que a pessoa que ele sempre defendeu, Jane Wilkinson, foi aquela que matou Lorde Edgware. No final Jane Wilkinson, escreve uma carta, onde pede desculpa a Poirot por tê-lo enganado, pois este sempre tinha acreditado na sua inocência, dizendo também, que mesmo estando agora numa prisão não guarda qualquer tipo de ressentimento, pois sabe que devemos sempre desculpar os nossos inimigos. No final acaba por pedir a Poirot que ponha a carta num museu.

22
Jan 08
Acordei uns dias depois… ainda não conseguia abrir bem os olhos, tinha estado 4 dias em coma. Não tinha completamente a noção de onde estava. Encontrava-me numa cama, mas nem isso, eu tinha percebido. Não sabia o que me tinha acontecido. Lembro-me que todas as noites, chamava pelos meus pais, ao Domingo de manhã gritava de leve: “Zeca, levanta-te, temos que ir à missa”, o Zeca é um dos meus 11 irmãos, que não saia daqui, mas é aquele com quem me dou melhor. Só mais tarde, é que vim a saber que estava num hospital, não porque me tivessem dito, mas sim porque nos lençóis da minha cama encontrava-se escrita a seguinte frase: «HOSPITAL SÃO JOÃO – PORTO». Foi um choque quando descobri, pois nem assim conseguia lembrar-me do que me tinha acontecido. Certo dia ganha coragem e perguntei ao me Pai o que estava ali a fazer, mas não obtive a resposta que esperava, «não penses nisso agora filho, mais tarde ou mais cedo sairás daqui e saberás o que te aconteceu, mas por enquanto descansa» disse o meu pai. Percebi que ele não me queria preocupar, mas talvez eu preferisse saber o que se tinha passado. Todas as noites, tinha um pesadelo diferente, mas sempre relacionado com o que me levou a estar completamente preso naquele hospital, no primeiro pesadelo tinha levado um tiro, no segundo tinha caído de um prédio de 5 andares… Acho que estava a começar a não raciocinar bem, já não aguentava mais. Finalmente tinha chegado o dia, o médico ia dar-me alta, ía sair daquele cubículo e ia saber o que me tinha acontecido. Não estava completamente curado, pois ainda tive de andar de muletas durante 9 meses. Cheguei a casa, dirigi-me para o meu quarto e deitei-me, pois tinha muitas dores na perna. Passados 5 minutos, «pum-pum» estavam a bater à porta, «entre» disse. Era o meu pai, queria falar comigo sobre o que tinha acontecido. «Bom…parece que chegou a hora de saberes tudo…tu foste parar ao hospital porque…tiveste um acidente muito grave de moto, podias não ter sobrevivido…não imaginas o medo que eu e tua mãe tivemos, de te perder.» Pensei em todos os pesadelos que tinha tido, mas em nenhum constava um acidente de moto. Acho que o meu pai acabou por sair do quarto sem ouvir uma única palavra minha. Deve ter percebido que eu precisava de descansar e de pensar na minha vida. Já lá vão 33 anos, mas a minha vida nunca mais foi a mesma. Neste momento encontro-me casado à 26 anos e tenho duas filhas, uma com 13 anos, ainda estudante, e outra com 23, que se vai casar ainda este ano. Admito que tenho atitudes que ninguém percebe, mas que para mim fazem todo o sentido. Talvez seja um pouco exigente com a minha mulher e as minhas filhas, mas eu só sou assim porque me preocupo muito com elas, porque elas são a minha vida. Amo-vos.

A ilha tinha o nome de Speranza e localizava-se no Pacífico. Era uma ilha deserta, com uma falésia rochosa a ocidente, a praia a norte e a “noroeste começavam as areias” (p.60). Como paisagens tinha uma floresta, “um maciço de rochedos” (p.12), que subindo a um dos mais altos, Robinson conseguiu “constatar que o mar rodeava a ilha por todos os lados” (p.12). Apesar de deserta a ilha era habitada por animais inofensivos, diferentes de todos os outros que Robinson conhecia, havia abutres, bodes, cabras, ratos, “imponentes pássaros”, tartarugas, etc. Como Robinson tinha ficado praticamente sem nada teve de procurar novos recursos alimentares, tais como “mariscos, raízes de plantas, cocos, bagas, ovos de pássaros e de tartaruga”(p.15). A sua flora era variada, havia eucaliptos, ananaseiros, coqueiros, tulipeiros, palmeiras, pinheiros e arbustos. Não esquecendo claro a “plantação de cactos” (p.60).

13
Nov 07

O retrato está pousado sobre a mesa. Lá fora, o sol toca as árvores do parque. São duas pessoas: a mãe e o filho, a lembrarem aquilo que foi. O tempo passa e leva com ele o passado. As memórias tornam-se difusas, dir-se-ia que só os retratos permitem que se saiba ter existido cada um desses rostos.

Levantou-se, olhou as árvores e lembrou:” Lembras-te de quando o teu pai se sentava no seu cadeirão, e observava muito atentamente esta árvore?

O filho emocionado exclamou:

-Se me lembro! Era o passatempo favorito do papá, olhar esta árvore e depois desenhá-la à sua maneira.

Continuou a mãe:

-E como era bonita a maneira de desenhar do teu pai.

Após alguns minutos de reflexão de ambas as partes, o filho levantou de novo a conversa:

-Mamã, lembras-te do grande sonho do papá?

-Sim filho, lembro-me perfeitamente que antes do teu pai…-Após uma lágrima ter percorrido o seu rosto, a mãe continuou:

-…antes do teu pai falecer, naquele trágico acidente, prometeu a si próprio que ía fazer uma exposição, com todas as telas que tinha pintado até a altura, lembro-me também que era seu desejo, homenagear alguns dos pintores que para ele eram importantes, tais como: Picasso, Salvador Dali e Leonardo Da Vinci.

O silêncio permaneceu de novo na sala de estar, naquela casa solitária. Passados alguns instantes o filho voltou a interromper o silêncio e exclamou:

-Acabei de ter uma ideia brilhante! E que tal concretizarmos o sonho do papá?

-Como assim!?

-Podíamos organizar a exposição que o pai tanto queria fazer.

-Isso é uma óptima ideia. - Afirmou a mãe, e continuou – Sabes filho! Ás vezes ponho-me a pensar como seria a minha vida sem ti. É que depois do que aconteceu ao teu pai, és tu quem me dá forças para continuar o meu caminho sem nunca baixar a cabeça.

O filho emocionado abraçou a mãe.

-Chega de lamechices, vamos pôr mãos ao trabalho, temos muita coisa para organizar. -Disse o filho limpando algumas lágrimas que lhe tinham fugido após o abraço.

3 Semanas depois…

-Mãe, estou tão nervoso. Será que está tudo como o pai queria, acho que aqueles quadros não estão lá muito bem organizados, se calhar aquela parede precisava de um pouco mais de cor, e ali, tem uma mancha no chão.

-Calma filho, é impressão tua, está tudo óptimo, os quadros estão muito bem organizados, as cores das paredes estão excelentes e não há manchas no chão, vai tudo correr bem.

No final da exposição todos os convidados se dirigiram ao organizador para lhe dar os parabéns, pois a exposição estava excelente. Fizeram também elogios ás telas pintadas pelo seu pai.

Após os convidados se retirarem, a mãe exclamou:

-Tenho a certeza que se o teu pai estivesse aqui, ficaria muito orgulhoso por ter um filho como tu! E não te esqueças, esteja ele onde estiver, está sempre a olhar por nós.


23
Out 07

Não se encontra loja mais barata que a Pérola de Macau. Tem de tudo: coisas úteis e inúteis, habituais e exóticas, toscas e delicadas. Por isso, na Véspera de Natal, formam-se bichas apressadas mas hesitantes nos seus dois corredores, entre as estantes atafulhadas.

Até ao início das férias era um casal de chineses recém chegados que atendia os fregueses. Sabiam uma dúzia de frases em português que misturavam com gestos e sorrisos.

-Que quele? Pode vele.

Faziam as contas nas costas de um papel impresso com orientais e apresentavam-nas aos clientes, silenciosos.

Mas em meados de Dezembro meteram o sobrinho, que anda na escola, como ajudante. Na verdade é ele que orienta a loja. Magrinho, com olhos em bico, parece movido a electricidade. Recebe as pessoas á porta, condu-las até á prateleira das molduras, das velas, das porcelanas faz sugestões, indica preços.

 

O seu nome era Yang Shu, e tal como os tios, não falava Português, apenas sabia algumas expressões.

O seu sonho era ser Português e casar em Portugal.

Era Yang Shu quem dava todo o lucro á loja, Mal as pessoas entravam, ficavam automaticamente maravilhadas com o seu sorriso. Via-se nos olhos dele que trabalhava ali por gosto.

Certo dia, entrou na loja uma rapariga lindíssima, de seu nome Inês, que tal como as outras pessoas ficou maravilhada com tal simpatia, mas não foi apenas isso que ela sentiu quando o viu, teria ela encontrado o seu príncipe?

Passou a ser um hábito, para Inês ir àquela loja, todos os dias, por volta das 10h:00 da manhã lá estava ela a cumprimentar Yang Shu, e como já eram amigos muito íntimos, a contar-lhe que tinha sonhado com ele. Via-se que tal como Inês, Yan Shu estava a ficar apaixonado.

Até que chegaram a um dia, em não podiam esconder mais o que sentiam um pelo outro.

Apôs 3 anos de namoro, Yang Shu pediu Inês em casamento. Esta ficou contentíssima, mas também quem não ficaria feliz por casar com um rapaz daqueles. Quem não achou tanta piada foram os pais da futura noiva, nunca aceitaram a ideia da filha namorar com um Chinês, para eles aquilo era uma afronta, pois achavam que os Chineses vinham para Portugal apenas com a ideia de um dia mais tarde se apoderarem do nosso país. Por estas por outras razões, Inês ficou proibida de ver Yang Shu. Nesse dia Inês trancou-se no quarto e chorou toda a noite, até que ouviu o barulho de pedras a caírem na varanda e foi a correr abrir a porta, desta mesma. Ainda com os olhos lavados em lágrimas, ergueu a cabeça e deparou-se com Yang Shu, correu para junto dele, e saltou para os seus braços, por sua vez Yang limpou-lhe as lágrimas e sugeriu que ela fugisse com ele para a China, lá poderiam ser felizes, sem ninguém a interferir na sua relação. Inês lembrou-se imediatamente que Yang tinha como desejo ser português e casar em Portugal, e colocou essa questão ao seu noivo. Yang Shu não pensou duas vezes e disse logo abdicar de todos os seus sonhos por ela, mas que nunca venderia a sua loja, pois foi naquele local que ambos se conheceram, nem que para isso tivesse que contratar algum empregado para tomar conta da loja. Assim, Inês aceitou o pedido de Yang e fugiu com ele para a China deixando os seus pais sem informações acerca do seu paradeiro, estes passaram a vê-la apenas uma vez por ano, quando ela e Yang iam verificar o estado e o rendimento da loja.

   

 


18
Out 07

Anita vende a doçura em frascos. Enche-os de compota de fruta, tapa-os e cola-lhes uma etiqueta, mas, em vez de escrever compota disto ou compota daquilo, de mirtilos ou de pêssego, de marmelo ou de morango, arredonda a letra e escreve apenas Doçura. Senta-se no passeio com os frascos defronte, expostos no asfalto, junto aos pés, e não lhe faltam clientes. A compota vende-se muito bem e ninguém regressa para reclamar: quem compra julga que a doçura está toda
nos olhos de Anita…

… E também nas suas mãos. Achando por isso que ela transmite parte da sua doçura para as compotas.

            Certo dia, Anita ia a passar onde viviam as pessoas mais necessitadas da sua Freguesia e ficou muito sensibilizada ao ver a pobreza em que elas viviam, lembrando-se dos tempos em que vivia na rua. As lágrimas vieram-lhe aos olhos.

            Sabendo que aquelas pessoas estavam a passar fome, decidiu voltar lá no dia seguinte e levar-lhes alguns frascos de compotas e outro tipo de alimentos.

            No dia seguinte levantou-se muito cedo, pegou nas compotas e no resto dos outros alimentos e seguiu o seu caminho. Quando lá chegou deparou-se com uma criança que estava quase a morrer, preocupada, correu para junto dela e acariciou-a, deu-lhe todo o seu carinho. Passado algum tempo a criança começou a melhorar e a Anita percebeu que aquelas pessoas não precisavam só de alimentos, mas também de muito carinho. No final do dia, Anita sentia-se muito cansada, mas ao mesmo tempo muito feliz por ter feito aquelas pessoas sorrir e por lhes ter melhorado a vida.

            Passou então a ser, a Anita das compotas e carinhos.  


13
Out 07

Há muitos anos, num país muito longe daqui, um rei organizou um concurso com prémios. Aquele que ganhasse o concurso teria como prémio a mão da sua filha em casamento e metade do reino. O concurso consistia em fazer “a coisa mais incrível”. Como todos os homens do reino queriam casar com a Princesa e ter metade do reino, todos concorreram. Já no dia do concurso, o júri, devia escolher a coisa mais incrível. A Praça estava cheia de gente para assistir ao evento. Realmente havia coisas mesmo incríveis mas a mais incrível era mesmo um relógio de parede que estava montado numa espécie de armário. Mas o que tem um relógio de incrível? É uma coisa perfeitamente normal! Mas aquele relógio não era normal, quando dava a 1 hora, de dentro do relógio saía um mundo. Ás 2 saia o sol e a lua. Ás 3 badaladas saia um homem, uma mulher e uma criança. Ás 4 saiam quatro personagens que representavam as estações do ano. Ás 5 saiam cinco personagens a representar os cinco sentidos. Ás 6 saiam os continentes. Ás 7 saia um raio de luz que tocava no céu e fazia um arco-íris, com as sete cores: vermelho, amarelo, verde, azul, lilás, laranja e anil. Ás 8 saiam os monges. Ás 9 desfilavam nove meninas a cantar e a dançar. Ás 10 saia Moisés que tinha acabado de gravar os Dez Mandamentos nas tábuas da lei. Ás 11 saia uma jovem acompanhada por onze animais: um cão, um pato, um ganso, uma ovelha, uma vaca, uma cabra, uma galinha, um porquinho, um coelho e um gato. Por fim á meia-noite saia um guarda-nocturno. No dia seguinte foi anunciado o vencedor, que como já estava previsto, foi o inventor do relógio que por sua vez era muito bonito. Todos os habitantes estavam satisfeitos com o vencedor, menos um homem feio que estava no meio do povo e que afirmava fazer uma coisa muito mais incrível, este pegou num machado e destruiu o relógio. Ninguém queria acreditar, era a coisa mais incrível (pelo lado negativo) que eles alguma vez tinham visto. Após o sucedido, o júri achou por bem que o vencedor era o horrível destruidor do relógio. Sendo assim a Princesa teve que casar com ele.


02
Out 07

A ACÇÃO é o desenrolar dos acontecimentos, através do diálogo e da movimentação das personagens.

 

Estrutura da acção

 

 

                          Interna

 

Exposição – Fase inicial em que se faz a apresentação das personagens e dos antecedentes da acção;

Conflito – Sucessão de acontecimentos que constituem a acção.

Desenlace – Parte inicial que contém o desenlace feliz ou infeliz da acção dramática.

 

                          Externa

 

Acto – Grande divisão do texto dramático, que decorre num mesmo espaço. Sempre que há mudança de cenário, há novo acto.

Cena – Divisão do acto determinada pela entrada ou saída de uma personagem.

 

 


10
Mai 07
Há 24 anos que sentes o que é ser mãe e comemoras este dia tão especial para ti, mas só há 13 é que o comemoras na minha companhia. Há 24 anos tiveste a minha irmã, mas só há 13 é que me tiveste a mim. Há 24 anos que ajudas a minha irmã, mas só há 13 é que me ajudas a mim. Há 24 anos que alimentas a minha irmã, mas só há 13 é que me alimentas a mim. Há 24 anos que quando estás triste recorres á minha irmã, mas só há 13 é que também recorres a mim. Há 24 anos que amas a minha irmã, mas só há 13 que me amas a mim. Há 24 anos que a minha irmã te ama, mas só há 13 é que eu te amo a ti. Por isto tudo e por seres assim tão forte, a superar tudo o que de mau a vida te fez, é que te agradeço. Queria dizer-te o quanto te admiro, mas não consigo encontrar as palavras certas para descrever tal sentimento. Por isso só me resta desejar-te um Feliz Dia Da Mãe.

Corações juntos e unidos. Um veneno mais que doce. Dor que faz bem aos sentidos. Seta que acerta e adormece. Obra que ao mundo trás gente. Moço fogoso e atrevido. Um jogo que afinal mente. Chama e braseiro de Cupido. Fardo leve de levar. Menino amável galante. Tristeza que dá prazer. Corda que prende o amante. Ser cego, sombrio, sinistro. Noite de gozo e grandeza. Livro já lido e revisto. Fausto de fugaz beleza. Feira de comprar remorsos. Desrazão inteligente. Estrada de muitos cansaços. Fogo que arde eternamente. Georg Philipp Hansdörffer

A vida coloca no nosso caminho pessoas e obstáculos. A cada obstáculo há surpresas; ás vezes, estas surpresas são desagradáveis. Basta saber lidar com esta situação e daremos a volta por cima. As pessoas que passam pelo nosso caminho deixam marcas, algumas deixam marcas inesquecíveis e agradáveis de lembrar e outras deixam marcas de dor e sofrimento, mas é só encará-las de frente. Superar situações é sinal de força e coragem, mas ás vezes começamos a decepcionar-nos sem tentar superá-las. E damo-nos por vencidos. Mas levantemos a cabeça e encaremos tudo com justiça e sabedoria. Ás vezes pensamos em desistir de tudo e de todos, e entregar-nos de corpo e alma a uma pessoa. Mas pensa bem, será que esta pessoa merece todo este sacrifício? Não haja por impulso: pare, pense e reflicta, com calma, justiça e sabedoria. Não deixes de lutar pelos teus ideais e por tudo aquilo que tu aches que é certo a fazer… Nunca magoes uma pessoa, pois tu podes ser magoado… Nunca deixes a inveja, a mentira e a ambição tomarem conta de ti, luta contra as coisas que te vão causar dor e sofrimento… Lembra-te sempre que a vida é para ser vivida com cuidado e sabedoria. Aproveita para fazer as pazes com as pessoas com quem tiveste algum desentendimento e nunca esqueças que tu és a peça fundamental para fazer um mundo melhor para se viver… E a vida também é construída por ti… Então constrói-a da melhor maneira possível e não deixes imperfeições. Ana Flávia

17
Abr 07
Hoje quando estava a arrumar o meu quarto, deparei-me com uma saca preta que estava atrás do guarda-fatos. Cheia de curiosidade peguei na saca e tirei de dentro o meu diário. Este estava coberto de pó, pois já não escrevia nele há muito tempo. Quando ia a limpá-lo ouvi alguém a tossir. Olhei para todos os lados e como não vi ninguém, voltei-me de novo para o diário, e continuei a limpá-lo. Mas desta vez ouvi uma voz: -Ai agora limpas-me? -Quem falou? – Perguntei eu meia assustada. -Quem é que achas que falou, estás a ver mais alguém neste quarto, a quem tu estejas a limpar? -Mas como é que tu falas? -Falando, abro e fecho a boca, que depois transmite sons. -Nunca pensei que fosses tão engraçadinho, muito menos que falasses, e aliás tu não tens boca. - A pensar morreu um burro, AH, e eu tenho boca, tu é que não a vês. -Mais uma piadinha dessas e atiro-te pela janela fora. -Não tinhas coragem! Peguei no diário e aproximei-me da janela: -Tens a certeza que eu não tenho coragem? -Só garganta, mas aviso-te já, se tu me atirares pela janela fora, eu conto aos teus pais todos os teus segredos. -Então força, queres que eu te leve até eles? E aliás, primeiro, tu não consegues falar com mais ninguém que não eu, segundo, Se por acaso conseguisses, eles não iriam acreditar em ti e terceiro, tudo o que tu sabes já está desactualizado, o computador sim, esse sabe tudo, pois é nele que eu escrevo agora. -Olha, e que tal tu acalmares-te, não percebo porque é que estás assim, afinal estás de férias, e ainda melhor, estás quase a fazer anos, não tens motivos para estar assim. -As férias são uma seca, já tenho saudades das aulas. -Das aulas ou do… -Nem te atrevas a dizer o resto, mais uma palavrinha que digas á cerca deste assunto, e só paras á beira do meu cão, e olha que ele adora destruir coisas. E já agora, sim, eu estou com saudades das aulas. -Vais dizer que não tens saudades do… -Cala-te, não tens nada a ver com isso. -Não percebo porque é que não queres que eu diga… -Já te avisei para te calares. -Calma eu só ia dizer que não percebo porque é que não queres que eu diga “o resto”. -Porque eu vou ter de escrever esta conversa e publicá-la no meu blog, e de seguida o meu Director vai comentá-la. -AH, já percebi, e depois ele vai… -Cala-te, não continues se não vais dar-lhe ideias. Olha e agora vou colocar-te no sítio onde estavas, porque eu tenho mais composições para fazer. E coloquei-o no sítio.

Era uma vez um homem que tinha um amigo chamado Jacinto. Esse amigo era muito rico. Jacinto tinha tudo o que existia no mundo, mas mesmo assim não era feliz. Num dia de Primavera Jacinto decidiu ir com o seu amigo para o solar de Torges. A casa para onde eles iam, não tinha nada a ver com a dele, era uma casa muito mais pobre. Os amigos foram de comboio, e todas as coisas existentes na casa de Jacinto, iam numa carruagem. Quando estes chegaram ao destino, assustaram-se com o que viram, pois a casa não tinha condições nenhumas. O pior foi quando lhes disseram que as suas coisas ainda não tinham chegado. Os dois amigos tiveram de ficar naquela casa pobre, praticamente sem condições e ainda por cima sem os seus bens. Mais tarde chegaram á conclusão que a comida também não era nada boa, e as camas muito desconfortáveis. Passados alguns dias o amigo de Jacinto decidiu abandonar a casa, deixando Jacinto sozinho. Um dia o amigo foi visitá-lo, e ficou muito admirado com a maneira com que o Jacinto estava a lidar com a sua nova vida. Agora sim, Jacinto era muito mais feliz, e o amigo descobriu uma das coisas que o tinham feito feliz, Jacinto, em breve, ía casar-se com uma rapariga da Serra.

Depois de uma longa conversa com o meu diário, e depois de o ter guardado, continuei a arrumar o meu quarto. Arrumei a roupa toda do guarda-fatos e quando ia a fechar a porta, reparei que o espelho estava sujo, por isso fui buscar um pano para limpá-lo. De repente, quando o pano tocou no espelho, alguém do outro lado me puxou. Quando já tinha passado por entre o espelho, levantei-me e perguntei a mim mesma o que é que eu estava a fazer ali, num mundo completamente diferente do meu., ou pelo, menos do que eu estava habituada. Naquele mundo as casas eram muito pequenas tal como os carros e as pessoas, resumindo e concluindo era tudo mais pequeno do que no mundo normal. Eu continuava sem perceber o que é que eu estava ali a fazer, no mundo dos anões. Como eu ainda estava em estado de choque, não me mexia o que levava os anões a pensarem que eu era uma estátua, alguns deles até me tiraram fotografias. E lá estava eu, quieta para não assustar ninguém. Mas a certa altura fartei-me de estar quieta, por isso levantei-me, e como eu já estava á espera todos os anões começaram a fugir. Admiravelmente, houve um que não teve a mesma reacção, apenas ficou parado a olhar para mim. Então peguei nele, e perguntei-lhe: -Como é que te chamas? -Eu chamo-me Steven, e tu? -Eu chamo-me Dulce, mas preferia que me tratasses por outro nome. -Sim, mas qual? -Já sei – Gritei eu – Stephanie. -Gosto da ideia, agora tens um nome parecido com o meu. Mesmo depois de ter ganho um amigo, eu não me sentia bem no mundo dos anões, preferia mil vezes o nosso. O Steven apercebeu-se da situação, e deu a ideia de voltarmos ao sítio onde eu tinha aparecido. E assim foi, regressamos ao local, e lá estava o espelho prontinho para me receber de volta. Antes de atravessar o espelho prometi ao Steven que voltava, para o ver. E logo de seguida atravessei-o. Finalmente tinha chegado a casa.

22
Fev 07
Um dia decidi mudar de país, queria mudar de vida, de pais, de amigos, de irmã, de família, de vizinhos… Queria colocar tudo para trás das costas. Nesse dia acordei bem disposta, pois sabia que a partir daquele dia a minha vida ia mudar. Despedi-me da minha família e fui para o aeroporto. Ia viajar para a França. Quando entrei no avião todas as pessoas estavam calmas, menos eu, talvez fosse ansiedade. Ao meu lado ia um rapaz (por sinal muito giro), chamado Afonso. Tal como eu, o Afonso também queria mudar de país, e por mais estranho que pareça, também ia para França. Faltavam quase uma hora para chegar a França, e eu e o Afonso já nos conhecíamos, um ao outro melhor que ninguém. Tinha encontrado o meu duplo. Quando chegamos a França, fomos directos ao hotel, íamos ficar hospedados no mesmo. Depois de arrumarmos as nossas coisas, fomos conhecer o país, onde íamos viver a partir daquele dia. No dia seguinte acordei muito cansada, pois tinha passado o dia anterior de um lado para o outro. Quando abri a janela, reparei que a manhã estava límpida. Eu e o Afonso tínhamos combinado tomar o pequeno-almoço juntos. Mas apesar disso eu já só pensava na vida que tinha deixado para trás. Quando estávamos a tomar o pequeno-almoço o Afonso reparou que eu estava muito em baixo, de modo que me perguntou o porquê de eu não estar alegre. Depois dele saber qual o motivo, confessou que ele sentia o mesmo que eu. Por isso decidimos voltar para o país onde pertencíamos. Quando chegamos a Portugal, as nossas famílias ficaram muito contentes por nós termos voltado. A única coisa que ganhei com esta viagem foi um amigo, que considerei ser o meu duplo, é a ele que eu conto todos os meus segredos. No final percebi que o meu lugar é aqui em Portugal, com a minha família, os meus vizinhos, os meus amigos, e agora, também com o meu DUPLO.

Fevereiro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
20
21

22
23
24
25
26
27
28


subscrever feeds
gaveta a sete chaves :D
Procurar :D
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO